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Afinal, o que é o Black Friday?

A ideia surgiu nos Estados Unidos em 2005, na Filadélfia, quando a polícia local apelidou o dia que sucede o Thanksgiven (Dia de Ação de Graças), no país. Por ser feriado no dia anterior, havia sempre muitas pessoas pelas ruas e, claro, grandes congestionamentos.

O apelido já foi associado a vários momentos trágicos da história financeira do país, como a crise de 1869. No entanto, foi no início da década de 80 que se criou uma teoria que explica que a cor vermelha seria destinada aos valores financeiros negativos e o preto o oposto. Sendo assim, de janeiro a novembro compreendia o período negativo e o período de lucro e fartura acontecia no dia seguinte ao dia de Ação de Graça e seguia até o fim do ano. Com o tempo esta data passou a ser usada pelos varejistas para designar o período mais lucrativo do comércio americano.

Entrada da loja Best Buy, na madrugada de hoje, em Ohio. (Foto: reprodução)

Nos Estados Unidos, na sexta feira seguinte ao dia de Ação de Graças, as lojas chegam a abrir as portas 4 horas antes do horário normal, oferecendo descontos em milhares de produtos. Por conta disso, em muitas cidades do país, a pessoas se aglomerando pelas calçadas já na madrugada de quinta para sexta, para aproveitar cada minuto e cada desconto oferecidos pelos lojistas. O Black Friday  é conhecido hoje em terras americanas, principalmente, por ser a data que dá  início as fartas e exageradas compras de Natal.

Entrada da Macy’s, em Nova York, na madrugada de 23 de novembro de 2012. (Foto: reprodução)

E no Brasil, será que pega?

Desde 2010 o mercado brasileiro tenta emplacar o evento no país, mas sem muito sucesso. No primeiro ano a expectativa era de vender cerca de R$ 135 milhões de reais e não conseguiu atingir nem 10% desse valor. Este ano a expectativa tem sido bem maior, já que mais de 300 empresas aderiram ao evento. No entanto, mesmo a repercussão sendo grande, as vendas ainda não tem sido tudo aquilo que os varejistas esperavam, apesar de estar bem acima, se comparado ao ano passado.

(Foto: reprodução)

Por que isso acontece? O receio do brasileiro em adquirir produtos com o chamado “desconto maquiado” acaba sendo muito maior do que a impulso pela comprar. Várias pessoas, assim como eu, compararam os preços uma e até duas semanas antes para ter referência e ver se os descontos que os sites online disponibilizavam eram realmente reais. O resultado é, infelizmente, cruel. Vários sites acabaram sendo excluídos do portal blackfriday.com.br, site que centraliza todos as empresas que participam do evento, por serem acusados de elevarem os preços dos produtos para então darem “descontos”.

Outro ponto forte é a falta de estrutura e suporte dos sites. Nas primeiras horas da madrugada de hoje, as maiores lojas online saíram do ar pelo grande número de acesso. Logo, surgiram inúmeras reclamações de pessoas que não conseguiam concluir as compras devido às sobrecargas. Ou seja, mesmo as empresas se preparando meses antes para o evento, os três exemplos do Black Friday Brasileiro (BFB) provam que se quisermos adquirir mais um pedaço da cultura americana, como tentamos há anos fazer com o halloween, precisamos nos preparar melhor e se antecipar aos problemas. Ou seja, começar a pensar desde já em tudo o que pode ser feito para enfim  a Sexta Feira Negra começar a fazer parte do calendário do brasileiro.

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Posted on 23/11/12, in Notícias and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. 2 Comments.

  1. Não adianta. Liquidação aqui só começou de fato a acontecer quando vieram redes de lojas internacionais que cumpriam o óbvio:se é liquidação tem que dar desconto de verdade em cima do preço da etiqueta.Agora , black friday aqui é piada.

    • Exatamente, Edu.
      Além da péssima estrutura dos sites de compra, as lojas maquiam os preços, elevam para depois dar o “desconto”. A prova de que black friday no Brasil é super fail, é o resultado de hoje.
      As empresas ainda pensam que os brasileiros são idiotas… rs

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